quinta-feira, 30 de abril de 2009

A tradição já não é o que era...


Sean Connery
Hoje, à chegada a um local público, sou surpreendida, pela positiva. Um digno Senhor, que se encontra à porta, vê-me aproximar, e, com uma enorme gentileza, abre-me a porta antes de eu chegar. Pronto, digam o que quiserem, gosto destas mariquices; se à coisa que mais me fascina é um Homem com alguns traços de cavalheirismo. Mas daqueles a sério, que o fazem por educação (que foi sem dúvida o caso), naturalmente, e não por qualquer outro tipo de interesse subjacente. Não estou com isto a querer dizer que os desgraçados do sexo oposto têm de andar armados de doses de atenções em relação a nós, numa correria desgraçada para nos abrirem a porta quando saímos de um carro, levarem-nos os sacos das compras, darem-nos a vez numa fila, não, nada disso. Sou armada aos cucos, mas ainda assim, um cadinho razoável... Só gosto de sentir algum gesto de atenção, de simpatia, o que não implica necessariamente o episódio de hoje, que só acontece, porque o Cavalheiro em questão já é de outro tempo; do tempo em que se tiravam chapéus e beijavam as mãos. Não vamos tão longe; mas há coisas básicas que os nossos Homens se esquecem, ou melhor desvalorizam, e não deviam... Vá, assumam lá que não ficam caidinhas de todo perante um digno Senhor que vos trate com delicadeza, vos puxe a cadeira da mesa, vos ajude a tirar um casaco, ou vos ofereça uma flor... Fora de época? Fora de época são situações tipo Ouve lá o que é que tas à espera para escolheres o que queres comer. Vá lá ver que tenho fome... Isso sim, é fora de época; Hoje e sempre...

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