quarta-feira, 1 de abril de 2009

Duas mães, ou dois pais...

Volta aos Jornais e aos programas televisivos um assunto que me é caro, e que me faz pensar; trata-se da adopção por casais homossexuais, e em casos de casais compostos por duas mulheres, da fertilização medicamente assistida de um dos membros. São dois casos distintos, merecendo como tal duas abordagens distintas. Na primeira, trata-se de dar caminho a crianças sem lar, sem vida, sem destino; na segunda, o assunto é mais delicado, embora a mim não deixe de me fazer sentido; de qualquer forma, e no seguimento da vida, e referindo agora essencialmente a educação de uma criança ou jovem por dois homens ou duas mulheres, parece-me que, cada vez mais a nossa sociedade não se rege por princípios estanques, e o desafio ás regras da humanidade é constante e estende-se em elevados domínios. Porquê aqui tanta celeuma? Quando povoamos um mundo onde se produzem clones, onde se controem guerras mobilizadas por dinheiro ou religiões? Não constituirá isto um desafio ás regras do que é natural? A mim, como pessoa, e como Psicóloga, em nada me repugna a educação por dois membros do mesmo sexo; desde que com amor, com dedicação, com carinho. Repugna-me mais um pai e uma mãe ausentes, um pai e uma mãe violentos, ou sem amor para dar. Isso sim, é repugnante... E como diz Eduardo Sá, quantos de nós não fomos educados por uma mãe e uma avó?? Somos menos gente por isso? Menos saudáveis? Parecem-me muitas perguntas para um assunto que merecia mais respostas, mais soluções...

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