domingo, 1 de maio de 2011

Acontecimentos

É sempre ao mesmo dia que celebram a devoção à Santa. Há muitos anos, a pedido desesperado de quem há muito se esvaia em fome e em doença, surge uma linda figura, no alto de uma árvore, e finda com aquele sofrimento de uma vez por todas, quem sabe até, por uma questão de sossego, que já nem os santos do céu poderiam por certo ouvir tanta prece. Somos porém detentores de uma espécie de comportamento dependente, que não nos chega o pedido e a sua satisfação, para necessitarmos do eterno agradecimento, nem bem sei se por verdadeira gratidão, se por receio do esquecimento por parte das lides divinas, sendo que nos mantemos em permanente graça, aos dias certos, aos Domingos, aos dias santos, e todas as noites, antes de dormir. Não consta este meu parecer dentro do âmbito da crítica, que se entenda tal facto, que a alienação é própria do ser humano, que dispõe, felizmente, de uma panóplia de grandezas às quais se pode render, precisa delas para o seu percurso e caminho. Constitui um simples pensamento, uma divagação, num dia em que um novo Beato nos nasce, sob as mãos sábias (?) do Vaticano. Não me cabe a mim julgar a dignidade de tal elevação, que de resto, nem detenho qualquer tipo de poder ou dom divino, que me conceda sapiência suficiente para avaliar o que me transcende, e por isso me centro nas gentes, sob as quais já percebo qualquer coisa. Num mundo um tanto ou quanto frágil, recheado de guerras, crises e confrontos, grandes acontecimentos são um bálsamo para alma, tal como o foi, o casamento real, numa dimensão totalmente diferente. Servem, acima de tudo, para reflexão, grandeza que tantas vezes esquecemos, como um caminho para a evolução. A anexar aos nossos pensamentos, poderemos ainda juntar os mais recentes acontecimentos da Líbia. São dignos de neles nos debruçarmos.
Um bom dia. Da mãe, do trabalhador, da beatificação. E de tudo o resto que queiram.

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