sexta-feira, 27 de maio de 2011

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Olha-me por detrás de um balcão cinzento e frio, recheado de nada. O sorriso povoa-lhe a cara, nem sei de onde lhe vem assim, franco e sadio, não obstante as agruras que teimam segui-la. O cabelo, curto e liso, emoldura-lhe uns olhos verdes lindos de morrer, muito cansados mas brilhantes. Dois dedos de conversa, o trivial. Na saída, diz-me que quer dois beijos e uns parabéns, esquecidos por mim, como sempre. Ninguém merece estes esquecimentos, que o dia em que nos meteram ao mundo, é sempre digno de festejo. Ela, não merece mesmo nada. É tão grande, mas tão grande, que não tenho dúvidas de que vai ficar para sempre. Só lhe esqueço o virar dos anos. Deixa querida. Em minha benesse, é certo, mas daqui a muitos, continuarás nos trinta :)

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