quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dos remedeios

Preocupa-me a violência, não só por ela em si, mas pelo que reflecte. Vejamos o cenário. Três moças discutem, enquanto uns outros jovens do género oposto, se mantém impávidos, como se nada fosse. Ou melhor, e muito embora tenha visto o vídeo num computador sem som, parece-me até detectar alguns risinhos ou gestos de instigação, que deixo em ressalva, por deles não estar certa. A coisa descamba, e duas delas agridem a outra de uma forma brutal e desumana, denunciando uma total ausência de limites, o que se pode verificar pela forma como são infligidos os golpes, que tingem a outra veementemente. Nem bem sei porque pararam, mas parece-me ter sido porque calhou, que a não calhar, o ataque poderia ter continuado. Não conheço os casos, mas quase apostaria que a violência, seja ela de que forma for, povoa os dias daquelas jovens, dado que a usam indiscriminadamente, evidenciando uma total ausência respeito ao próximo. Na minha análise pessoal, parece-me que isto ultrapassa, e muito, a normal relação dos adolescentes. Não sei quais serão as medidas aplicadas, mas a mim, parece-me ser necessário um adequado encaminhamento da situação, com medidas concretas ao nível de um acompanhamento que possa colmatar e reconstruir, algo que me parece em severa descompensação. Ninguém organizado agride assim outro alguém. É destes receios, entre outros, que falo, quando por cá vou deixando textos onde revelo alguma preocupação com a sociedade. E são tantas as que aqui se reflectem. A violência, mais do que óbvia. A passividade da assistência, por demais notória. O que leva ali, mais encoberta, mas para mim, a mais séria de todas, por ser aí a real carência de intervenção. Na falta dessa, vamos então remediar. Que o consigamos depressa.

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