segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os meios os fins, e afins...


Irrita-me terminantemente o oportunismo. E parece-me que hoje em dia, ele está presente em tudo quanto é lado. Lembro-me de, por alturas do meu décimo segundo ano, estudar um grande Senhor da filosofia, de seu nome Immanuel Kant, que dizia que todas as nossas acções deveriam ser tomadas como um fim em si mesmas, e nunca como um meio para atingir um fim... Hoje, volvidos uns anos, percebo-o ainda mais a fundo, quando olho em volta, e descubro pessoas agindo somente para atingir fins, sem olhar aos caminhos, com a terrível agravante de se utilizarem pessoas pelo meio. Perde-se decência, naturalidade, carácter. Anda por aí meio mundo a usar o outro meio, para chegar a um fim, que julgo que ninguém sabe muito bem qual é. Ou até talvez saibam, mas julgo que os objectivos se perdem, tais os meandros, tais os cambalachos, tais as vicissitudes... E esquecem-se, que neste oportunismo colectivo, se usamos, também somos usados. E é por estas e por outras que as relações estão hoje num estado deficitário crónico, onde impera a hipocrisia, e onde a confiança se relegou para segundo plano... Não gosto... E hoje senti-me vítima. Macacos me mordam se não apanho o malvado e não lhe chapo na cara duas ou três... Oh larilas... Ao menos faço o gosto ao dedo. Pode não atingir, porque coitadinho até é um bocadinho burro, mas eu vou-me esforçar para ser do mais claro que Deus ao mundo deitou. Dúvido que não fique devidamente esclarecido... Nem eu hei-de ficar entupida, nem ele há-de morrer estúpido, por falta de esclarecimento... Tenho dito!!!

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