domingo, 9 de maio de 2010

Ainda do Papa e da sua vinda, e de como nada temos para nos debruçar


Penso na visita do Papa, em vários prismas. Depois do meu habitual passeio pelos blogs do costume, e de ler o que por aí se diz, incluindo uma magnífica casa de banho Papal, da autoria de J. M.Teixeira, no Aventar, volto a pensar no assunto. Até tenho coisas mais interessantes sobre as quais me debruçar, tenho sim senhor, que a minha vidinha, amorosa e não só, dá-me água para barba e matéria para pensamento, de dia e de noite, coisa fantástica esta. Mas porque a situação já quase roça o caricato, de tão badalada. Esta coisa que já me constou, de vendas de artefactos alusivos a Sua Santidade, parece-me patética. Ou então, vendo de uma outra perspectiva, poder-se-á tratar também de uma tentativa desesperada dos Portugueses se safarem da crise, e desatarem na venda de tudo e mais alguma coisa. Poderá ser um acto nobre, sim senhora, que a minha maldosa pessoa nem atinge, pobre de mim. A parte dos luxos de Sua Santidade, que profeta a pobreza e a humildade, também me parece bem, para além, de já habitual. Calçar sapataria de luxo, é perdoável, eu própria gosto dela, logo, não aponto dedos ao Excelentíssimo. Não prego sobre altares de luxo, nem falo em microfones especiais, porque não prego em lado nenhum, e ninguém me ouviria se pregasse, que só prego despropósitos e coisas que não interessam nem ao menino Jesus. Se pregasse, pregaria em grande, claro. Qual Papa em terreno Português, que existem Países que não fazem tamanhos sacrifícios por sua Santidade. Concluo nos entretantos, por aqui nos meus pensamentos, que se calhar o cerne do problema, está no facto do people cá do burgo, Portugueses, diga-se, necessitarem de ser perdoado de algo, e vá de engraxar o Papa. Nada mais luso, meus caros, nada mais luso. Isso, e o pouco com que se entreterem, coisa também habitual, que dá origem à transformação da vinda de um líder religioso ao País, no acontecimento do ano. A quem o preza, realmente, pouco tempo lhe restará para a oração, tal a panóplia, o que é pena. À parte da sátira que atrás ponho nas palavras, nada tenho contra religião, fiéis, ou mesmo contra o Papa. É a sociedade que contrói, sempre. A César o que é de César. Por ora, numa de precaução, levem lá o Senhor no Papa Móvel, trazido pela nossa Força Aérea, não vá algum alucinado tratar-lhe da saúde em terreno Português. Não precisamos disso, meus caros, não precisamos.

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