quarta-feira, 5 de maio de 2010

Manhãs...


Pela manhã, o dia começa árduo. Há que compor o penteado que o rebento e a avó, resolveram fazer no alto da sua testa. Cortar a franja, ao limite, deixando o resto por desbravar. Tudo, porque sua excelência não lhe apetecia ir cortar o cabelo, porque é muito mais giro jogar à bola, do que acampar no cabeleireiro. O final da tarde vai pois ser no dito, claro, e máquina 4, que de outra forma não vamos lá. Restabelecida, posto uma saia rodada, à qual valeu o saiote ( sim, como os das nossas avós, que pensam vós?), pois o vento já me deu de rajada. Passo ainda no sapateiro, meu fiel amigo, a fim de cortar um pouco de salto no sapato novo, que fica aqui a matar, mas quase me desequilibra, coisa que não é fácil, convenhamos, que sou perita em alturas. Rumo entretanto até à Capital de distrito, a fim de recolher documentos tratados há já algum tempo, por lá esquecidos, tal o medo da foto. Medo muito fundamentado, como entretanto constatei. Eu e rebento, assemelhamos-nos a qualquer coisa tipo Bonnie and Clyde, versão mãe e filho, pior ele que eu, nesse aspecto de bandidagem. Já nos estaminé, ressuscito a minha pen da cegoc, com as maravilhosas correcções das provas. A pobre olhou para mim, e deve ter pensado algo como, o dia não está de feição, vou mas é acordar, e ver se salvo a minha pele. Inteligente a sacana. Nem sabe quanto, que o lago do jardim, já lhe acenava de perto.

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