domingo, 16 de maio de 2010

Capacidades

Não raras vezes, inquiro-me sobre as minhas estrondosas capacidades. Não sou por demais mestra em certas coisas de extrema importância neste mundo, como são, a título de exemplo, o aproveitar as oportunidades em minha prol, coisa que a minha mãe me aponta à muito e com toda a razão, que não presto mesmo nada para aproveitamentos. Mas tenho outras capacidades levadas da breca, digo eu, que acho, porque no fundo, no fundo, pouco me trazem de frutos, e nos dias de hoje, os frutos colhidos daqui e dacolá são uma fonte fidedigna de sucesso. De qualquer forma, e como eu ia a dizer, sou extremamente capaz de emitir paz, calma, e ondas normais, quando aqui por dentro anda tudo em alvoroço. E faço questão de assim ser, que coisa que mais abomino sentir de alguém é algum tipo de dó, e por conseguinte, não me apraz nada que o sintam de mim. Um orgulho um bocado a dar para o besta, admito, mas que se faça. A dar para o besta, e nada sensato, neste País onde a fraqueza, seja ela de que carácter for, verdadeira ou fictícia, é uma mais valia do tamanho do mundo. Já me apercebi há um tempo, em conjunto com outras pessoas que passaram pela minha vida, que o arcaboiço é um estado árduo, e nada condigno. Até porque, tem ainda inerente, a terrível consequência da responsabilidade, se é que me faço entender. É uma espécie de estado, um tanto ou quanto importante, e que se deve manter. Semelhante, por exemplo, ao falhanço de um penalti. Que se perdoa facilmente a um amador, mas que não se perdoa a um Cristiano Ronaldo. Sim, é mais ou menos isso.

1 comentário:

  1. Pois...é mais ou menos isso. Mas, a não ser que queiramos mesmo ser Cristianos Ronaldos, e para isso convém que tenhamos os mesmos benefícios, o melhor é não habituarmos terceiros a tanta valentia. É que, de vez em quando, também sabe bem ter medo e não ser capaz...

    ResponderEliminar

Deixar um sorriso...

Seguidores