domingo, 23 de maio de 2010

De nós adaptáveis


O sonho comanda a vida, já dizia António Gedeão, e dizia muito bem. O que talvez não soubesse, ou então até já sabia, é que o sonho é uma capacidade do nosso inconsciente de se projectar, de forma mais ou menos desperta, e que se tolda, adaptando-se, mudando. A minha filha diz que não, mas eu ainda tenho esperança de que ele recupere qualquer coisinha, que diga uma palavra, que eu o entenda. Sim, que eu o entenda. Este é o sonho actual de alguém, que outrora sonhou uma casa na praia, uma vida desafogada, saúde, e a companhia sempre alegre do marido. Hoje, pouco mais quer do que entende-lo. Ainda não descobri ao certo, sendo um desafio, pois claro, entre outros a que me proponho, se os móbiles dos sonhos básicos, são os mesmos dos outros. E se a satisfação que trazem, é também grandiosa, senão maior. Sim, penso que será maior. Independentemente das vicissitudes individuais, nós, humanos, somos de facto seres fantásticos, embora às vezes, em períodos débeis, julguemos que não. Julgamos mal, Senhores, julgamos mal.

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