terça-feira, 4 de maio de 2010

Objectivos perfeitos, ou de como nada fazer...


Os princípios, deveriam reger a educação, mas para isso, deveríamos primeiro educar as famílias. Ontem, na chegada a casa, diz-me o rebento, Mãe, alguns dos meus amigos, chamam Bruna ao Bruno, e ele fica zangado. Não chames querido, já sabes que não se deve. Eu sei mãe.
Os miúdos são crúeis, claro, faz parte. Existem vertentes imutáveis, nas quais pouco se pode fazer. Os miúdos baptizam, de forma dura e inconsciente. Mas reproduzem também a falta de regras que lhes é dada. A educação é algo fundamental que muita gente desconhece. É um problema abrangente, claro, de cariz social, onde cabem diversos fenómenos, como o Bullyng, a violência, o desrespeito a desobediência, e este meu pequeno post, não passa de um mero desabafo, porque nada muda. Mas apetecia-me, urgia à nossa sociedade, uma educação de Pais. Um caminho esclarecedor para quem se interessasse, e que não raras vezes, não sabe que fazer. Ou então não quer, ou desconhece a sua importância. Nas escolas, nas políticas, centra-se a intervenção na criança, que é apenas o reflexo do problema. Há caminhos, há discussões que necessitam de emergir. Em tempos de CPL, a minha forma de chegar aos Pais, era convida-los para o lanche, que na maioria das vezes, a fome e a miséria levava-os até mim, e o resto, estava ao meu encargo. Se era 100% eficaz? Não, claro que não, mas os 20 ou 30 que atingia deixavam-me a sorrir.
A postura do não vale a pena, porque não se chega a todos, é que não vale mesmo a pena. Chega-se onde for possível, e é o início do caminho. Ou deveria ser, ou assim. Claro que o Bruno a quem chamam Bruna, poderá não sair lesado, e assim esperamos. Claro que os miúdos fazem sem perceberem que é uma brincadeira de mau gosto. E é exactamente aí, no facto de não perceberem, ou de perceberem e usarem a situação por forma a ofender, que reside o problema.
E é exactamente antes, que se devia trabalhar, mas é sempre mais fácil remediar. É qualquer coisa semelhante ao estado geral do País, portanto.

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