sexta-feira, 4 de junho de 2010

É feio...

Soube de outra, das que me sacodem por dentro. A Dona A., Senhora que já foi rica e entretanto já não é, não se consegue habituar à vida regrada. Já teve negócios, em conjunto com um marido esquizofrénico e caçador inveterado, que deposita nas caçadas a pouca força que ainda lhe resta. É reformado por invalidez, claro, que a esquizofrenia é daquelas que não dá tréguas. Diz que a reforma é razoável. A Senhora Dona dita, pedincha como só ela, consegue favor daqui e dacolá, e consegue ainda um bom trabalho. Emprego, diga-se assim, que é daqueles que se conseguem na Câmara Municipal, onde o trabalho escasseia para as milhentas mãos existentes. Mas tanta volta se dá, que se consegue ir buscar ajuda alimentar, daquela que se dá a quem precisa, e a troco de conhecimentos, a quem não precisa. Ou até talvez precise, que a pose é uma coisa danada de se perder, e uma vez ganha ninguém a leva, e há que mantê-la. Nestas coisas sou tramada. Fico lixada. Com quem dá, e com que ousa pedir, sem verdadeiramente necessitar. É feio Senhora, muito feio. Ou sou eu que não sei viver neste mundo, também poderá ser isso.

1 comentário:

  1. Pois é...é por essas e por outras que uma pessoa nunca sabe em quem acreditar...Pergunto-me se noutros países, nos mais civilizados, as coisas também se passarão assim. A corrupção chateia-me.

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