domingo, 6 de maio de 2012

Horta

Agora a família tem uma horta. Um naco de terreno distribuído pela Câmara aos interessados, que plantam o que bem entenderem para seu próprio governo. Na nossa já estão alfaces, tomates, alhos franceses, salsa e couve de sete semanas. O meu filho, na descoberta, sacha com um vigor determinado, diria até que obstinado. Os avós, de regador e de enxada em punho, lavram a terra como se nunca na vida tivessem feito outra coisa. Eu, e sem qualquer mérito, verdade se diga, olho para aquilo tudo como boi para palácio. Não faço a mais pequena ideia de como se planta, quanto tempo leva a crescer, e descobri hoje que existem algumas espécies que se comem umas às outras, logo, não podem ser vizinhas. De qualquer forma tenho futuro. O apoio logístico sempre foi o meu forte. Alguém sapiente necessita de comandar aqueles três, que ao fim de uns dez minutos já tinham alagado a rede circundante, enfiado um pé num balde com água, e acertado com um garrafão cheio de água num tomateiro tenrinho. Uma equipa que só visto. Se a Assunção Cristas visse isto, ia dar pulinhos de contentamento.

2 comentários:

  1. O «apoio logístico» são as tuas orientações e outras indicações...? Não percebi...

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  2. São as minhas orientações do lado de fora da rede que circunda a horta, sim. Não presto para mais do que isso. E os três precisam :)

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