quarta-feira, 9 de maio de 2012

Leões

Estava eu a nadar num mar azul cravejado de rochas tal e qual como eu gosto, quando muitos leões surgem do nada e fazem com que eu necessite de voar para lhes escapar. O corpo pesa-me um bocadinho, mas com algum jeito e com um agitar de braços vigoroso, consigo o objectivo e levanto voo, deixando os predadores furiosos e agitados, enquanto escapo. Diversas pessoas estão deitadas na praia e parecem não se incomodar nada com os animais, que de facto se centram em mim, e me perseguem de perto a ver se num descuido me deixo cair na água outra vez. Seria o deleite. Não senti lá grande medo, o objectivo do sonho não deveria ser esse. O supremo sentir foi, e desde o inicio até ao final, uma sensação plena de comando do corpo e a liberdade que isso me proporcionou.

( Freud, teria por certo alguma coisa a dizer sobre isto. Nós por cá, e nas correntes que regem, não lhes atribuímos grande significado. Ainda assim, e a título pessoal, não os consigo desencaixar de mim mesma. Pertencem-me, lêem-me, e percebo-os tão bem quanto aos meus olhos, logo pela manhã, ao descobrirem que acordaram.)

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