sexta-feira, 30 de abril de 2010

Comportamentos

De manhã paro, para pôr a bendita da gasolina, aquela que custa mais a cada dia que passa. Na bomba, não há fila, e há um Senhor simpático que me oferece um jornal, ainda por cima um daqueles que eu gosto. Não precisava de ter oferecido para eu o achar simpático, se é o que já pensam, porque nem sempre me oferece, e a minha opinião é sempre igual. Gosto de parar onde me sorriem, ao que eu retribuo, invariavelmente, que de resto, eu também sorrio sempre. Ao contrário de muita gente, é quando me encontro mais frágil que o meu sorriso duplica. Talvez isto possa ser encarado como uma maneira egoísta de ser retribuída, quando preciso que me sorriam. Segundo as teorias comportamententalistas, comportamento gera comportamento. Não sendo acérrima defensora das ditas, por considerá-las por demais lineares, não consigo deixar de lhes encontrar um fundo de verdade. Em criança, já lá tinha chegado. Quando ia à loja da Tia Alice, lançava-lhe o meu melhor sorriso, que rendia sempre um pequeno bolo com açúcar de cores por cima, de nome beijinho. Hoje, às vezes, ainda sorrio assim para ganhar um. Não é um sorriso qualquer, nem assim ao desbarato. É uma sorriso direccionado e certeiro, sempre muito bem dirigido, e que atesta a fundo esta minha teoria da retribuição.

3 comentários:

  1. E o jornal veio só, ou trazia a retribuição do sorriso (o beijinho, está bem de ver. :P )?

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  2. E um sorriso não custa nada e pode mudar o mundo, aqui ficam 3 :):):)

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