sábado, 10 de abril de 2010

O que tem de ser

Tenho um trabalho abrangente e constante, que isto de trabalhar com gentes é sempre assim. Hoje, em salto no estaminé, dou-me com a nossa enfermeira, também ela em salto forçado, por razões imprevistas. Ela e a prol. Três rebentos fortes e saudáveis, que berram que se fartam, correm, e incursam no meio dos meus velhinhos com um à vontade digno de pequeno ser. A mais nova, fica entregue a mim, que o cenário materno estava rodeado de pensos, sondas e outros que tais, nada próprios aos olhos da pequena. Um ano, tem a digna rapariga. Que me apertou o nariz, me puxou os cabelos, me pôs os dedos nos olhos juntamente com bocados de bolacha, e meteu toda a gente a sorrir para mim, e a perguntar se era minha. Não, não era, mas o malvado do apelo subiu-me a espinha, como que para me provocar. Já o arrumei claro, que isto nesta vida o que tem de ser tem muita força.
A minha avó é que dizia isto.

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