terça-feira, 6 de abril de 2010

Ingenuidades

Ás vezes intrigo-me com a ingenuidade. Não com a ingenuidade dos 5, ou a ingenuidade dos 15. Mas com a ingenuidade dos 40, ou mesmo dos 50. Lido de perto com algumas e não as entendo a fundo. Não são ingenuidades inexperientes, de quem nada viveu, não. São ingenuidades de quem parece não aprender, mesmo com erro, ou sofrimento.
Ou então são gentes que acreditam sempre, e que nunca perdem essa maravilhosa capacidade, que em mim já se esvaiu à muito. Não que eu não encare os outros esperança, que encaro. Mas uma esperança lúcida e em nada idílica.
Não deixo de admirar os estados de gáudio conseguidos por esta extrema capacidade de ilusão, e quase fantasia. Que por norma se esvai, mas que deve valer nos entretantos.

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