quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

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Fez hoje 58, e é minha mãe. Existem dias em que quase não a aturo, talvez por ser minha mãe. Recorro sempre a ela quando preciso, e quando não recorro, ela aparece. Tem na ponta dos dedos um carinho que esbanja por filhas e neto, de tal ordem que por vezes cansa. Se dormimos, se comemos, se agasalhamos, se convivemos, se descansamos, se trabalhamos, se precisamos, se de alguma forma, não estamos bem. Tenta com todas as forças que reúne, viver as nossas dores, e consome-se quando tal não consegue, ou seja, sempre. Mas todos sabemos, de uma certeza segura, que enquanto existirmos, nunca, mas nunca, sofreremos sozinhos. Se isso me ampara? Ampara. Mesmo nos dias em que teimosamente julgo que não.

5 comentários:

  1. De blog em blog vim parar 'aqui'... fiquei com o coração pequenino porque revi aqui a relação com a minha mãe... revi aqui a maneira de ser da minha mãe... fez na semana passada 69 anos e ama-nos de tal maneira (a mim e à minha irmã) que por vezes 'sufoca'... não o faz por mal é por tanto nos querer bem e também sei que enquanto estiver neste mundo ela estará sempre lá para nós, assim tenha saúde e força para nos 'aturar'!!

    Voltarei mais vezes... desejo-vos um Feliz Natal.

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  2. Aproveita bem esse amor. Não há outro igual. Eu perdi a minha há quase 20 anos, qd eu tinha 17 e a falta que me faz é cada vez maior.
    Parabéns a ela *

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  3. :):):) Um grande bem haja para os 58 anos da mãe! :):)
    Tão nova ainda! :):):):):):):):):)(se é que me faço entender...)

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  4. percebo tão bem essa dualidade de sentimentos... eu não consigo viver sem a minha, mas muitas vezes me sinto sufocada pela sua presença...
    mas é sem dúvida o meu porto de abrigo!...

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  5. Parece o retrato da minha mãe:) Somos tão diferentes e no entanto tão próximas. Entendo tudo:)

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