sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ser criança...


Hoje é a festa de finalistas do rebento. Marca o final de uma época, o início de outra, enfim, um percurso, é o que é. É sempre com um orgulho do tamanho do universo, que vejo o meu pequeno a fazer as suas habilidades em palco. Cantos, danças, diabruras próprias de quem tem seis anitos. Enfim, um doce para mim.

Têm andado toda a semana a ensaiar, e ontem deixo o rebento a descansar com a avó. Ele queria. Eu não vi mal. À tarde, sou abordada por uma funcionária da escola que me diz em pânico que ele não foi. Eu sei, fui eu que não o levei. Não ensaiou, o último ensaio, diz-me ela em tom de crítica. Quero lá saber, digo eu em tom de quem não quer mesmo saber...

Perdoem-me a franqueza, e com todo o respeito que tenho pelo trabalho de quem os ensaia, aos seis, pouco me importa que salte para a direita, ou para a esquerda, desde que salte; que cante um lá, ou um si, desde que cante...

Visão patética? Respeito, se o acharem. Mas contraponho. Recuso-me, terminantemente, a incutir na cabeça daquele pequeno ser a pressão e o medo de falhar, assim, numa festa da Escola. Tem tanto tempo para essas coisas. Incuto responsabilidades à medida da sua idade; lavar os dentes, as mãos antes da refeição, e por aí fora. Também me importa que se porte bem, que aprenda, que evolua, que ganhe uma personalidade coerente e estruturada. Mas para mim, isso não passa por incutir nervoso miudinho. É só uma festinha. E são especialmente os momentos em que os outros rodam e o nosso salta que mais nos ficam na memória.

Portanto, reiterando o respeito pelo trabalho de todos, recuso-me, mas recuso-me mesmo, a cometer certos exageros que vislumbro, que deixam os pequenos qual varitas verdes, a roer as unhas, e de olhos arregalados, como quem diz, é agora que vou provar que sou bom... O meu? O meu é criança e chega... E isso, isso sim, é que é BOM

2 comentários:

  1. Estou tão de acordo que acho que até nós devemos nos eximir de certas preocupações exageradas. Há algunsa anos atrás tive um chefe muito inteligente.
    Certa vez tive que representá-lo numa reunião da empresa. Antes da reunião me chamou e disse: Manoel, você vai à reunião. Sente-se à mesa. Enrugue a testa, faça cara de inteligente, mas nem preste atenção ao que se vai falar. E, por favor, não fale nada o tempo inteiro pois quem falar alguma coisa, e vão falar, vai ficar com um monte de papéis para dar solução e daquí uns dias ninguém mais lembra dessa reunião. Boa sorte!
    Entendi a mensagem e trago isso para a vida. Só me preocupo com coisas realmente necessárias. Nada de politicagens para cima de mim. Só colabora com coisas sólidas e reais. Me alivia muito e posso ser útil de verdade.
    Acho que escreví muito, né?...
    Beijinhos de efetiva responsabilidade. Manoel.

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