sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Da noite

Comeu-se, brindou-se. Conversou-se. Percebeu-se que o aconchego ás vezes chega. A noite caiu assim, tranquila, perto de quase todos os que queria ali. Nada de especial, mas tudo sereno e bom. A meia noite foi presenteada com foguetes, e com as festas das casas alheias. Com champanhe caído directamente dos céus, juntamente com gritos e outros sons estranhos. Na rua, pouco se fez.
Não sei ainda, se me assusta, esta minha calma. Uma fuga do aperto, um retiro, em nada forçado. Estou assim. Por dentro e por fora. Quem me olha, partilha. Acha-me serena.
Eu, não sei se será isso. Ou se é a minha habitual sofreguidão, a dar lugar a alguém mais pacífico. Se calhar, são misturas de sentimentos, que em nada têm a ver, mas enfim. Isto das emoções é tão complexo, que tudo é possível.
Que seja serenidade. Mas que não me abandone nunca, a vontade e o espírito, de procurar sempre a felicidade. Não sou muito dada a medos, para além das borboletas. Mas disto tenho. De perder o impulso, e precisar de empurrões. De que a calma boa, tenha inerente a calma má. Aquela, excessiva, da resignação.
Se se pode considerar o desejo do ano? Pode. A par com outros, os triviais.

2 comentários:

  1. Nossa!

    Muito lindo o que escreveu...

    Esta calma boa é "boa" damais...

    Acredito que todos, no fundo, procuramos o mesmo: a "tal" felicidade acompanhada da PAZ...e de calma...

    Sabe?

    Somos merecedoras!

    E se tiver que ser será!!!

    Um beijo com muito carinho e que seus sonhos todos se realizem!

    Biazinha

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