sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Pescador


Uma vez conheci um pescador. Já conheci outros, mas aquele era especial. Era um pescador que amava o que fazia, e que contava histórias do mar como ninguém. Não consigo, nem pretendo, parafraseá-lo exaustivamente. No entanto, deixo algumas palavras soltas que proferia, tais como, A Sardinha vinha qual prata, do fundo do mar, ou ainda, as ondas beijavam a areia com força, enquanto eu levava o barco. Entre estas, muitas outras, ditas com a paixão de alguém, que tinha no mar, o seu porto seguro. Ouvi-lo, quase me dava vontade de pescar também. Porque o que se transmite, tem uma força tremenda, e pode fazer mudar por completo, a essência do diálogo. Ontem, ouvi qualquer coisa idêntica, embora, não tão emotiva. Gosto destes discursos com paixão. Revelam-me aquelas Gentes, escassas, arrisco dizer, que amam o que fazem. E que fazem questão de amar. Que valorizam o que lhes aparece, e que transformam o dia a dia, em algo bom de ser vivido. Porque só quem está minimamente feliz, e que luta por essa felicidade, pode apresentar discursos assim. Tão belos e agradáveis, relativamente ás coisas simples. Amei.

1 comentário:

  1. Admiro os homens do Mar. Na vida, tive dois, familiares, do mar. Um previlégio. Escutá-los era uma lição.
    O Ney Matogrosso canta uma música que começa assim - "o mar passa saborosamente, a lingua, n'areia" :):)

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