quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Manhãs

Num dia em que motivos chatos, servem de pretexto para uma chegada tardia ao estaminé, eis que aproveito a espera pelos exames médicos, para ler o Jornal. Uma das minhas ambições, é chegar à idade da reforma, poder sair de casa pela manhã bem cedo, bebericar um café numa esplanada, e ler o meu jornal. Já fui fiel a uns, depois fartei-me que isto da fidelidade é muito giro até se encontrar algo melhor. Agora, sou fiel a um que gosto muito, não sei até quando. Aí vou eu, armada de jornalito debaixo do braço, garrafa de água na mão, para beber como se não houvesse amanhã e óculos na ponta do nariz, que a pobre da vista anda cansada. Enfio-me umas horitas na sala de espera, enquanto criançada chora, velhotes passeiam, e umas quantas como eu, bebem água desenfreadamente. Não há gravidezes declaradas, coisa estranha, dado o contexto. Pouca gente a nascer, por cá, concluo. No meu jornal, descubro umas coisas interessantes. Que amanhã vai fazer sol, o que será óptimo para o desfile de Carnaval da criançada. Que o Sócrates anda numa hora má ( cof cof, coisa mais estranha); que no Cávado entidades patronais exigem dinheiro a desempregados para carimbar o papel do Centro de Emprego; que o Boucherie foi passar um dia à Assembleia, o que de facto me surpreende pela negativa. Com tanta desgraça que presenciou nas primeiras eliminatórias do Ídolos, não sei o que ainda foi fazer para ali. Deve andar mesmo desocupado, coitado. Descubro ainda, que os Hospitais Psiquiátricos de Lisboa andam a despachar pessoal por aí ao desbarato, e outras coisas giras do nosso belo Portugal. Concluí, que para bem do País, o melhor é nem me por a pensar no dolce fare niente de daqui a uns anos, e deitar mãos à obra por um cantinho um pouco mais digno. E ler o Jornal só de vez em quando. De qualquer forma, as novidades da nossa Política estão um bocadinho rançosas e não valem um euro diário. A vida tá cara.
Vale-me o meu Benfica. Eu sabia que ser Sportinguista é mau, e numa altura destas, onde tão pouco de bom se descobre nas páginas da actualidade, seria péssimo.
Uma boa descoberta, o filme Precious, contado ao pormenor. Diz que é duro como pedra. Tenho para mim que vai fazer o meu género. A ver, assim que possa.

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