quarta-feira, 29 de junho de 2011

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O fanatismo de quem se faz explodir, com vista a um qualquer apelo, para uma qualquer forma de vida, é, talvez, uma das manifestações humanas que mais me perturba. O acabar com a vida em estado de desespero, entra já em trâmites obscuros, vindos por norma de mentes tristes, que não conseguem atravessar o negrume e encontrar outros caminhos. Será uma desesperança levada ao extremo, uma incapacidade de adaptação a um mundo sentido como demasiado cruel. Porque os estados da mente são isso mesmo, o que se sente. Por muito que a envolta até possa julgar harmonia, de dentro, pode vir apenas desassossego. É assim e provavelmente sempre será. Mas as outras, as de alguém que se atira em prédios, se ata em explosivos e se faz ir pelos ares, em prol, na generalidade das vezes, de crenças religiosas, entra em outras dimensões. Entra numa alienação profunda do ser humano, que atenta à própria vida, sem dó nem piedade, apenas para chocar, e apelar a extremismos radicais e sem lógica, numa tentativa de manipulação tremenda, como se assim, se conseguisse mudar gente. Os fundamentos que os regem perdem-me todo o sentido, que de resto, nem se assumem como contentores de espírito, mas como castradores. São terrenos difíceis de percorrer, mas não deixam de ser um problema abrangente da sociedade a nível mundial. Entretanto, e segundo li, esta noite, pereceram dez pessoas em Cabul, vítimas de ataque suicida. E assim se somam e se seguem mortes, justificadas por crenças fatídicas, de quem não se consegue libertar. Em nome de nada.

1 comentário:

  1. Quando eu mandar proíbo toda e qualquer forma de fanatismo, seja religioso, seja político, seja de cultura ou de ideias. Será proibido impingir seja a quem for as ideias de cada um e quem usar da força, seja física seja psicológica, para o fazer, será considerado perigoso e encarcerado.
    Será esta a minha ditadura.
    :):)

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