quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cada um por si

Sobre quem deixa os seus filhos em sítios não regulamentados, pouco tenho a apontar, que nem sequer me cabe julgar. É certo, que eu não o faria, mas também é certo que muito de quem o faz, o faz por alguma ausência de opção, ou por uma necessidade muitas das vezes imediata, e sem outra resposta possível. Esta falta de outras ofertas disponíveis, é muitas das vezes responsável por estes casos. Recordo quando o meu pequeno nasceu, sendo que foi necessária alguma espera, até encontrar o local desejado. Até lá, e como detinha alguma facilidade de horários, o cuidado foi-se dividindo, entre mim, pai, avós. Mas não é com toda a gente igual. E se acredito que haja quem coloque filhos a cuidado sem grande critério, acho que existe muito mais quem os deixe, e fique com o coração nas mãos. E julgo ainda que o sistema, não pode ser inimputável a tais ocorrências, quando não oferece o mínimo exigido de alternativas, pelo menos no que confere a Creche. No meio das portas escondidas, guarda-se gente nova, e gente velha. Com estes últimos, e em caso de desgraça, pouco se diz, porque pode até ter sido da idade, e há sempre um coração já fraco, que desculpa quase tudo. Quando toca a crianças, com uma vida pela frente, ceifada por uma qualquer ausência de condições, até de fácil solução, o caso vem para a rua. E se pensarmos antes em apurar responsabilidades de fundo? E se na sequência, pararmos de apontar o dedo apenas aos pais que a deixaram e à ama que não tomou o devido cuidado? Detêm a sua parte, sem dúvida, a par e passo com um gigantesco sistema de salve-se quem puder. Parece-me a mim, que aqui como em tanto, cada vez mais agimos assim.

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