sábado, 25 de junho de 2011

Tempos

Comprei um jornal que folheei em dois minutos na hora do almoço, enquanto um café quente me escorria pelas goelas treinadas, que já não queimam. Olhei, beijei, sorri, afaguei, li, aninhei, ralhei, refilei. Olharam-me, beijaram-me, sorriram-me, ralharam-me, foram injustos comigo, sem razão. Reajo mal e estas coisas. Na noite, tento que me analisem, que me encaixem em algum lugar, mas recusaram-me, mandaram-me pensar mais um bocadinho, logo a mim, que careço, e muito, saber aonde pertenço. Estava cansada, mas ainda assim fui. Ouvi, cantei, dancei, voltei, e não dormi. Hoje o tempo foge-me ainda mais. Ainda um dia, juro, aprendo o que fazer com ele. Ou melhor, a enfiar-me lá dentro, com jeitinho e cuidado, para que não me transborde ou me falte.

1 comentário:

  1. :):):):) (pronto, faz de conta que está cheio de sorrisos o rectângulo) :):)

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