quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amigos

Nunca gostei muito de amizades obrigatórias, daquelas que têm direito a telefonemas marcados, satisfações frequentes, conversas regulares de frequência diária, e a um rigor inflexível, quase severo, como se a minha vida fosse pautada por aquela existência que me exige. A mim, e salvo uma ou outra excepção de carácter devidamente justificado, ninguém me costuma exigir coisa alguma, não me ordenam o que faço ou com quem o faço, nem me cobram justificações que não devo. E tenho amigos, obrigado, não se aquietem. Daqueles que encontro quando posso, quando quero, quando eu ou eles precisam, ou sempre que se justifique, e que pode ser de dia, de noite, ao perto ou ao longe, sendo aí que as conversas rondam algo mais do que o básico e o quotidiano, e onde o jantar da véspera, a companhia e o local escolhido, nunca serão um problema, nem tampouco o facto de não terem sido convidados. Estamos em crise, somos gente, e a sociedade está próxima do caos. Evitávamos a parasitação de uma das grandezas do universo, imune a políticas, a questões financeiras, a lóbis e outro tipo de manipulações.

( A não ser, claro, a contaminação interna oriunda de algumas personalidades, que ao invés de serem, vivem por crença, empréstimo, posse, ambição ou interesse. Uma coisa feia, nada nobre, e principalmente pouco amiga.)

4 comentários:

  1. Gostei deste texto! Concordo.. quando estamos seguros não precisamos de provas com hora marcada. :)

    (www.maisdoqueeuseidizer.blogspot.com)

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  2. Não estaremos nós demasiado "umbiguistas"???

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  3. xiiiii cobranças é muito mau. Eu fujo logo a sete pés. Odeio controles

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  4. Tal e qual!:) Eu sou assim e já escrevi sobre isso, certamente. Em "Amizade Enamorada", por exemplo. :)

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