quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mundos diversos

O mundo pode ter diversos tamanhos. Descobri isso há muito, ainda pequena, ao ouvir histórias contadas por minha avó acerca do meu bisavô, um dos que não conheci. O meu bisavô vivia num mundo grande, e eu ambicionava conseguir um igual, onde a sapiência me crescesse a pulso, fruto da conquista. Com o tempo fui descobrindo que os mundos têm tamanhos ainda muito mais diversificados, havendo mundos circunscritos e mundo mais amplos, e que essa dimensionalidade pode nem ter a ver com factores externos, mas sim com a capacidade interna de nos darmos ao mundo, e de receber o que ele nos pode oferecer. A mesma pessoa, e num outro ponto de vista, pode ser detentora de vários mundos vida a fora, havendo épocas em que o espaço terrestre parece pertencer-lhe, ou no mínimo, ser-lhe alcançável, às quais se intercalam outras, em que o  interior reduzido, preocupado, amargurado, pode traduzir-se numa existência pequena, mirrada, quase inexistente,  dando a crer a quem a sente, que afinal este sítio grande, imenso e povoado, é um local energúmeno do qual é necessário fugir, para um refúgio interno e profundo, onde nos escondemos. Até que passe, e o mundo abra outra vez.

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