sexta-feira, 20 de abril de 2012

Símbolos

O símbolo surge-nos em contacto. Ganhamos cá dentro categorias, enfiamos lá com os sentires e apreciamos muito que o nosso símbolo seja partilhado. Damos significado às coisas, o que diga-se, é muito mais interessante a dois do que a um. É mais agradável um céu azul visto a dois do que um céu azul visto a um, por exemplo. Se visto a dois, poderemos dizer, -Olha, vês, o céu é azul e está lindo, não achas? - Acho. Pode ser a partir de hoje o nosso céu... E ficamos a partilhar uma coisa, porque a partir daquele dia o céu azul é nosso. Se estivermos sozinhos, vimos o céu azul e ficamos por ali. É bonito mas não é de ambos, é só de nós próprios, o que o transforma num céu azul banal, igual ao céu azul dos outros dias, que pode até passar despercebido, a não ser, claro, que simbolize algo especial só para nós.

( E isto poderá dar-se com outras cores, outros céus. Outros sentires, outras pertenças, outras sensações. O símbolo mental que construímos dentro é uma das grandezas da nossa existência. Permite-nos a complementaridade, a cumplicidade, um coração que conhece mesmo sem ver e que escuta sem ouvir. )

5 comentários:

  1. E não convém voltar a ver o céu azul sozinho, pois não devemos voltar aos sítios onde fomos felizes... e únicos.

    (eh lá que este blogue está diferente... :)

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  2. Caro Paulo, engana-se. Igual a sempre, e talvez até, tão sozinho como nunca.

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  3. Olhe que não, Carla, olhe que não...
    (Nada como estar uma semana fora para voltar aqui e constatar certas diferenças, acredite :)

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  4. Estou curiosa, se quiser dizer-me o que sente. Por cá, e tirando uma fase mais depressiva, fruto de enormíssimas coisas que não consigo por vezes destilar no ápice que queria, tudo igual. Mesmo...

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