sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conversas soltas...

O assunto surge de mansinho, nem sei porquê. Traições. Daquelas sérias, sentidas. Decide-se que se quer continuar com a relação, e esquecer a pessoa secundária. E agora? Conta-se ao traído, em nome da sinceridade? Ou esconde-se, em nome da paz?
Sou do frente a frente, da clareza, do respeito. De qualquer forma, esta situação é delicada, e merece que me debruce sobre ela. Obviamente que entre casais a sinceridade, a confiança e o respeito são alicerces fundamentais. Certo. Mas num caso de traição, todos estes valores se quebram. Conte-se, ou não. Ficam quebrados, danificados. E esta quebra vai ficar vigente. Se o mentor da traição, optar por continuar, tem dois caminhos. Ou conta, arriscando não ser perdoado, ou ser perdoado com todas as consequências que acarreta. Ou não conta, arruma o assunto, e pronto. Omite, é certo. Esconde. Sim, esconde. Mas ser-lhe-á permitido investir de novo na relação, se esta fizer sentido. Atenção que falo de situações isoladas, que aconteceram como consequência de lacunas sérias, e onde a relação merece ser investida. As outras, as executadas porque sim, continuamente, e por carácter do traidor, não merecem as minhas palavras.

O ultrapassarem os dois, como se de uma tarefa simples se tratasse, parece-me por demais utópico. O fosso instalado demasiado profundo. O caminho a percorrer demasiado longo. Se já tanta coisa correu mal, ao ponto de se chegar a trair, o contar ou o esconder, sinceramente, não me parece o mais relevante.

Na minha perspectiva, o cerne é não chegar aí. Porque se duas pessoas não estão bem, o melhor é assumirem que não estão, antes dos estados limite. Porque a traição é um estado limite. Porque surgindo a necessidade de trair, coisas falharam. Muitas coisas. E as pessoas afastam-se, isolam-se, traem. E depois, no final, assumem mazelas profundas. Quem traiu, quem foi traído, e pior, o casal.

É só um ponto de vista. O meu ponto de vista. Vale o que vale, obviamente.

3 comentários:

  1. De certa forma concordo contigo!! Mas também acho que se deve ser sincero acarretando todos as consequências... Mas também não sei, nunca me debrucei sobre o assunto...
    Bjinho*

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  2. Para confiar não basta afirmar que se confia, está nas pequenas coisas.
    E depois de uma traição em que se vem a saber, em que se ligam os pontos, em que se percebem as mentiras...nunca é a mesma coisa. Não há tabula rasa possível. Quanto muito há o Ground Zero.

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  3. "surgindo a necessidade de trair, coisas falharam"... sou mulher, com direito a tudo o que isso acarreta, mas... isso existe? vontade de trair?? mesmo se algo corra muito mal? Talvez nem sempre... talvez a maior parte das vezes a traição simplesmente aconteça... por uma fraqueza? por mero instinto animal? porque... porque... porque... e se não existir um motivo?

    Talvez continue simplesmente a ser um tabu tão grande para nós mulheres, que não se fala, não se sabe, não se partilha, porque traída é uma palavra demasiado forte.

    Mas também é só o meu ponto de vista... vale o que vale...

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