quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Do dia...

O dia passa. Mais uma vez intenso e ao mesmo tempo sem graça. O calor, atafulha-me, como já vem sendo hábito. Eu também me atafulho. De ideias, sem nexo, sem roque, sem lei. Olho pela janela e vejo uma qualquer máquina pesada que trabalha insistentemente. Dois Homens de aspecto cansado manobram a maquinaria com perícia e engenho. Sempre gostei de ver gente a trabalhar com empenho. Lembro-me de, em pequena, perseguir a Senhora que limpava o pó lá de casa. Ela limpava, e eu ficava a olhá-la, horas a fio. Ainda hoje, gosto de observar estas coisas. Principalmente se forem trabalhos de mão, de habilidade. Posso também perder-me a olhar alguém a fazer croché, durante um bom par de horas. Desde que o faça com convicção. Por esta hora já pensam se não arranjo nada mais interessante para olhar. Arranjo sim Senhor. Mas sou ecléctica. Preciso de muitas coisas. E ás vezes, preciso de ver gente em acção. Tenho cá para mim que hoje, se alguém como eu me olhasse ao longe, não gostaria do que via. Rara esta minha postura, e talvez seja necessário que me debruce sobre ela com afinco. Não estou empenhada. Não vejo a hora de desertar o local. Vou agora, já de seguida, e já vou tarde. Os Homens das máquinas ainda ficam. Com o mesmo ar de eficiência que tinham pela manha, apenas acrescido do cansaço. Um louvor a eles. Amanha, prometo, que quem me vir de longe, vai ver-me diferente. Diferente de hoje, habitual de sempre.

1 comentário:

  1. Nada como um dia novo, a estrear.
    Podemos, no mínimo, tentar que ele seja diferente. Para melhor. Ou nós :)

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