sábado, 10 de outubro de 2009

Os Bravos


Os Bravos. Fazem hoje uma revista, fariam muitas outras. Há gente brava, que ás vezes, quando há tempo, pensamos sobre. Não se vêm por aí ao desbarato. E chega a pensar-se se será bravura, ou falta de amor à vida, tal o risco. Cada ser tem um móbil, uma ambição, um objectivo. Para uns, esse objectivo prende-se com coisas simples, como ter uma família, um emprego, um lar. Para outros, é saltar de Para Quedas, escalar picos montanhosos, ou praticar saltos para a água em cascatas. A ambição, o objectivo final, será o mesmo, ou idêntico. A satisfação pessoal, sentimentos de felicidade, de plenitude. A diferença é o que se faz para os atingir. Se os mais banais implicam uma dose controlada de risco ( será?), os mais ambiciosos implicam um risco elevado. Que é necessário correr, sob pena de não se atingir o objectivo.
Cheguei a pensar, o que mobiliza alguém a subir montanhas no meio do gelo e da neve, onde um passo em falso, um descuido, seria o fim. Cheguei a julgar que estas pessoas seriam pessoas sem objectivos de vida, sem algo de mais palpável para se agarrarem. Hoje, acho que pensava mal. São simplesmente pessoas que têm necessidades diferentes das minhas e do comum dos mortais. Sim, porque eu sou uma comum mortal, das que não precisa de saltos ou outras tropelias. Pelo contrário. Tudo quanto se prenda com o inseguro, o arriscado, foge de mim. Ou o contrário, enfim, não sei muito bem. Mas há quem precise. Há quem atinja realização pessoal a saltar, a caçar, a pescar, e afins.
Desafiam a vida, a morte, e tudo e tudo. E se são felizes assim, desafiam muito bem.

Só uma ressalva importante. Eu também sou brava. Não assim, mas experimentem pisar-me um calo...

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