domingo, 4 de julho de 2010

Crónica de férias assim

Pela manha, ruma-se a um sítio por demais conhecido. As malas semi feitas, semi, porque não dava para mais. O contentor tinha muita gente, uma aflita, outra um bocadinho menos. Nos corredores um ambiente estranho, macas espalhadas, médicos de sorrisos e outros de caras sérias. Os médicos não deviam ter caras sérias, chegam a assustar quem para eles tem de olhar, na desesperada espera de uma resposta, que parece nunca vir. Que queremos e ansiamos, num misto estranho de sensações fortes e antagónicas. Tenho para mim que muitos não têm a real noção do que se sente nesta espera, ou decerto teriam um outro ar, mais tranquilo, menos assustador. Ou sou eu, talvez seja isso, que os vejo assim, e eles nem são. Procuro agora alternativas, por entre as idas ao médico que poderão surgir, para alimentar a sede de um pequeno ser que queria estar longe daqui. Na tal da nobre tarefa, tento tranquiliza-lo com uma tranquilidade que nem tenho, e tento dizer-lhe que fica para a próxima, quando até queria, embora já pouco, que tivéssemos ido desta. Deixa lá, vais de outra vez, diz-me a minha querida avó ao longe, como que a querer conformar-me, a mim, de por terras lusas ter ficado. Como se o meu real problema fosse esse. Esse é a ninharia, só assanhada pela intranquilidade de quem me assalta a toda a hora. O resto, o problema, -de ter solução. Que quando os verdadeiros se solucionam, os pequenos deixam de o ser.

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