sexta-feira, 2 de julho de 2010

Profissões

Passo no cabeleireiro de manha bem cedo, por ossos do ofício, ainda que estranho pareça. Em tempos, os da ambição de bailarina, cantora e outras assim, cabeleireira também fazia parte da minha lista. Tinha a ver com vaidade e beleza, logo, por norma, seduz qualquer moçoila, na idade dos sonhos. Depois passou, e ainda bem. Não sei como seria, se logo pela manhã, tivesse de ouvir, à semelhança de hoje, os discursos da praxe, proferidos por Senhoras de cabelo armado qual capacete, que têm sempre uma história mirabolante para contar, como a da Dona S, que roubou o marido da Dona L, ou a da Fulana tal, que vai de férias, não sabem com o dinheiro de quem. Era pessoinha para, em prejuízo do meu negócio e sustento, lhes encarapinhar o cabelo até ao infinito, ou de lhes fazer madeixinhas azul petróleo, ou até, quem sabe, provocar uma queda galopante, bem por cima da zona da testa. Se tivesse escolhido ser cabeleireira, teria sido o meu fim.

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