sábado, 17 de julho de 2010

Ignorâncias

A poder pararia o tempo, numa estratégia definida e pensada em prol de mim, num egoísmo supremo, coisa que nem é hábito meu. O Mundo às vezes trata-me mal, numa incompreensão tamanha, como se eu merece-se tal trato, e dele não bem cuidasse. Mentira, grande mentira que vivo numa adaptação quase perfeita ao que me circunda, numa aceitação sem limites ao que se me oferece, sem resignação passiva, mas com um respeito essencial. Ainda assim, sinto não raras vezes, que me esforço em vão, perante tudo o que gira ao contrário de mim, como se a tal união da trama fosse verídica e não só uma canção. Há mais canções de suprema verdade, onde me leio e releio sem limites, e que posso ouvir repetidas vezes sem me fartar, tal o conforto que encontro, e as semelhanças que acarto na minha existência. A música sempre foi minha aliada, hajam coisas assim. Um dia ainda me permito o tal do egoísmo sem fim, só para saber como é, embora se bem me conheço, depressa o abandonarei, que o desconforto que se apoderará de mim, será decerto tamanho, muito superior ao de agora, em que atenho e em que respeito, ainda que com a perca considerável que acarta para o meu ser. Vivo assim, idealizo outras formas, mas depressa concluo, o que de mau me aconteceria, se tal fosse. Julgo-me suprema, por vezes, senão experimentaria, em vez de julgar por sabidas realidades que não me pertencem. Talvez porque às vezes, não muitas mas algumas, será mais de gente, ficarmos na ignorância de certos estados assim. Até porque nunca nos é permitido tudo.

1 comentário:

  1. Em muitas músicas nos revemos, e em muitas letras nos sentimos feitos para elas, as letras, ou que elas foram feitas para nós. Que se sorria então. Às músicas, porque existem, e a nós, pelo mesmo motivo :):):)

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