terça-feira, 13 de julho de 2010

Incongruências


Há coisas que amamos sem sabermos porquê nem para quê, que por norma, o amor tem um qualquer propósito. Incongruências internas, com algum móbil decerto. Gosto de retrosarias, que se faça, e encontrei hoje umas fotos lindíssimas no The Lisbon Diary. Gosto do cheiro, das cores, das velhas e velhos que atendem por detrás do balcão de madeira, que tem de ser também ele velho e gasto, sob pena de se perder o encanto. Tecidos em pilha, eu que nem mando fazer. Botões de vários tamanhos, eu que nem gosto de os coser. Novelos de linha âncora, eu que nem bordo ou mando bordar. Não compro lá nada, mas gosto de entrar, ver e cheirar. Existem mais coisas assim, que me causam encanto, como as drogarias, por exemplo, daquelas à séria, raríssimas, onde ainda se vende loção de rosas avulso, e creme Benamôr.

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