quinta-feira, 29 de julho de 2010

Era uma vez o Homem


Ontem vejo um DVD da série Era uma vez o Homem, que o meu filho segue religiosamente. Um episódio que trata terras Americanas, descobertas de ouro, e escravatura. Aquilo que se vê, nada é, que são desenhos animados, ainda que fieis, sendo que se fica a anos luz de distância das duras realidades vividas por aquelas pessoas. Fico sempre na dúvida da minha sensatez, em lhe permitir a tomada de consciência de gentes tão baixas, mesmo que numa série infantil/juvenil. Que ainda existem aos magotes, ainda que hoje mais disfarçadas, ou às vezes, arrisco dizer, nem por isso. Acabo por deambular internamente, e por concluir que o conhecimento de realidades, mesmo que trágicas, terá sempre maior beneficio do que prejuízo, ainda que na dose certa, obviamente, que as tenras idades ainda não se protegem convenientemente de agruras extremas.
Vimos os dois, falamos os dois, concluímos os dois que há gente boa e gente má, que é bom saber-se desde cedo, e tenho para mim, que ele até já sabia disso. E reforçaram-se os ideais de igualdade, que nas sociedades actuais, numa incongruência terrível da evolução (?) humana, nunca é demais apelar ao que deveria ser um básico bom senso, muitas das vezes esquecido, em prol de interesses mesquinhos e poderosos. Aproveita-se a deixa, e incluem-se outras desigualdades, as Mulheres e o Islamismo. O seu olhar muito aberto e intrigado diz-me que ainda é uma criança, coisa que às vezes quase esqueço, perante a sua sede de saber. Ficamos então por ali.

2 comentários:

  1. Sim, por enquanto deves ficar por ali, mas só por enquanto.

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  2. É sempre bom explicar, atendendo à idade, o lado bom e mau da vida.
    Mas há alturas que é melhor parar um pouco, deixá-los viver a vida sem preocupações.
    :)

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