quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Duas ou três palavras...


E porque falei aqui nos meus grandes amigos que partiram cedo, ficou-me uma vontade a moer. De lhes dizer coisas, que tantas vezes já imaginei, mas que só posso dizer-lhes em pensamento. Porque já não me ouvem. Mas posso escrever-lhes. A dizer que vou adora-los para sempre.
Que fazem parte integrante do meu crescimento; que vivi com eles momentos fantásticos e únicos, naquela idade em que tudo é possível. Que tenho saudades.
Das boleias que apanhava com ele para Lisboa, e quando chegava ao carro dele deparar-me com um papel na alavanca das mudanças que dizia não esquecer a c., invariavelmente. Riamos os dois, obviamente; saudades de andar na pendura da acelera dela, e acelerar-mos até ela deitar fumo; saudades dos fins de semana, das tardes de praia; dos banhos de piscina, na casa dele, à noite, em Outubro; saudades da nossa Escola, dos nossos sonhos e projectos; saudades das cumplicidades, trocas e partilhas dos mais ingénuos sentimentos; na altura em que os sentimentos ainda eram ingénuos; saudades do sorriso dele; dos olhos verdes dela, lindos de morrer; saudades da garra com que sempre lutaram em vida, contra tudo e contra todos para ficarem juntos, numa sociedade que não entendia o amor que os unia. E ficaram, para sempre.

Não estou melancólica, embora possa parecer. Porque existem pessoas, que embora nos deixem cedo, dão-nos tanto, mas tanto, que ficam na nossa eternidade. Eles são sem dúvida alguma, dessas pessoas. Aprendi e vivi muito ao lado deles. Ainda bem meus queridos amigos, que fazem parte de mim. Vou lembrar-vos sempre...

2 comentários:

  1. Há pessoas que para nós têm o dom de continuar eternas..

    beijinho.

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  2. Olá,

    Um belo texto cheio de sentimento. Parabéns pela forma como consegue expressar emoções através das palavras. Gostei imenso.

    P.S: Obrigado pelo seu comentário no meu blogue.

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