domingo, 30 de agosto de 2009

Verdades...

Numa entrevista que li, recordo o tempo em que trabalhei com prostitutas. Pessoas, com histórias, vidas duras, sonhos e ambições. Pessoas. Desdenhadas por tudo e por todos, postas à margem de uma sociedade, porque vendem o corpo. E postas à margem, até por quem as procura. Compreendo que as procurem. Não percebo porque as tratam sem respeito.
Enriqueceu-me trabalhar com elas. São, na maioria das vezes, Mulheres para as quais a vida tem sido madrasta. Na ausência de outras oportunidades, respondem como podem, como conseguem, com o que têm. Mas se vivemos num mundo onde a crítica se faz valer só porque sim, a prostituição representa um alvo fácil de mais. Pode criticar-se, por todos os motivos e mais um. Fala-se de pecado, de gente sozinha. É tão fácil, quase que apelativa, a crítica nestes moldes.
Dizia a entrevistada, que sim, vende o corpo. Mas num rasgo de extrema clareza, afirmava também, que muitas mulheres vendem mais do que isso. Porque mantém casamentos fictícios, ao lado de quem não amam, com o objectivo de manterem uma situação económica confortável. Ou seja, por dinheiro. Não só vendem o corpo, como vendem a própria vida...

E é por estas e por outras que me reservo ao direito de não criticar nada nem ninguém.

4 comentários:

  1. É mais fácil criticar, julgar e condenar do que ter o trabalho de entender, aceitar e questionar.
    Subscrevo o que escreveste.

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  2. Não condeno nem critico, cada um faz o que bem entende com o seu corpo ou alma. A única questão é se respeita as suas vontades ou não e mais importante, se é respeitado(a). E, verdade seja dita, a maioria dos homens que recorrem à prostituição não respeita a mulher por trás da 'fornecedora do serviço'. Esses sim, condeno por esta e mil e uma razões mais.

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