quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Penas

Nem por isso gosto de injustiças, que a senti-las na pele, constituem motivo mais do que suficiente para me acender sentimentos menos bons, nem propriamente de vingança ou algo do género, mas de tristeza ou desilusão. Nesses momentos de tristeza, desilusão, o que forem, que o baptismo, nem bem importa para a real compreensão da essência das coisas, chego a desejar internamente, que algo de força divina, a vida, o futuro, mais uma vez, pouco importa o nome, tratem de ensinar e encaminhar quem age em dissonância com o respeito e a deferência que devemos ao outro, que se há dividas eternas das quais nunca damos cabo, essa, é talvez a maior delas.
Em determinadas situações porém, numa amálgama surgida vá lá saber-se por ordem de quem, deparo-me com lições de carga efectiva por demais pesada, mesmo para quem muito errou, mesmo para quem muito falhou. Nem me cabe a mim analisar consequências de actos, julgar castigos, distribuir destinos, que felizmente, essa incumbência está-nos ausente, em concordância com as nossas reais capacidades, que cabendo a Humanos tão nobre tarefa, encontrar-nos-íamos possivelmente, emergidos num caos incontrolável, de vontades e ambições desmedidas, subjugadas a pulsões internas implacáveis, por demais perigosas para vigorarem assim, sem limite.
Não consigo porém deixar de sentir que determinadas fatalidades, ainda que podendo assumi-las como lições da vida a quem tanto dela abusou, são de um carácter por demais cominador, por demais penoso, por demais nefasto.
E pergunto, numa pergunta para a qual nem espero resposta, que julgo nem bem haver quem ma saiba dar, será preciso tanto?

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