quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

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Quando nos zangamos com o mundo, deveríamos poder dizer-lho, e não sufocar por dentro, enquanto tentamos apertar aquilo que já não cabe. E podemos, mas por vezes não o fazemos. E ao invés desta prontidão, deambulamos em busca da oportunidade de o fazer. Escolhemos a hora, o exacto minuto, em que o nosso bom senso testado ao limite nos permite a libertação, pós digestão e já mais calmos. Não é sensata esta espera, entra directa na hetero protecção, deixando de lado a nossa própria. Não vale tanto como as dos outros, nas personalidades que se entregam assim. Um erro crasso, vou concluindo. Nestas esperas sufocam-se almas, crescem feridas expostas, agudizam-se dores maiores. E os outros, muitas das vezes, não são merecedores de tamanho cuidado.

3 comentários:

  1. ... como é possível teres descrito o estado em que estou?... mas sim, verdade: "os outros, muitas vezes, não são merecedores de tamanho cuidado."
    Vivo de alma sufocada, de peito apertado... tenho ideia de cicatrizes a rasgar pela pele nova, que ainda nem sarada está...
    ... estúpida, eu.
    (desculpa o desabafo, mas este post caiu em mim que nem uma luva de lycra... não há folga nenhuma.)

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  2. Bem, hoje já somos duas, há dias em que também gostava de dizer umas verdades, mas vou "engolindo", até um dia...

    Maria

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  3. Não podia concordar mais. Eu raramente consigo calar e abafar, e também perco bastante com isso, mas creio que apesar de tudo é mais saudável dizer, gritar, libertar o sufoco. Ter um blog ajuda... :) *

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