domingo, 22 de novembro de 2009

Conservadorismo...

A Revista Nós desta semana brinda-nos com um conjunto de artigos louvável. Em análise, o conservadorismo. Gosto do tema, independentemente de convicções. O Dicionário da Língua Portuguesa, apresenta-nos uma definição de conservador, atribuída a quem não gosta de mudanças. A quem conserva.
Recordo-me perfeitamente, das aulas de Introdução ao Pensamento Contemporâneo, onde um Professor de bigode nos expunha as ideias conservadoristas de uma forma apaixonante. Onde nos descrevia o Homem como um ser egoísta, que necessitava de ideologias e tradições, a fim de castrar a maldade intrínseca que nos acompanhava à nascença. Em oposição, o Progressismo, que assumia-nos como seres naturalmente bons, moldados e destruídos pela sociedade. Daqui decorre, que o conservador não gosta de mudança, quando considera que a sociedade funciona. Valorizando os pilares reguladores que a compõem.
O progressista, por sua vez, procura uma sociedade ideal, a fim de não existir a danificação do Homem perfeito. Logo, valoriza a adaptação, o movimento, e a mudança.
Eu, encaro este conceito com algum cuidado. Se por um lado, o considero excessivo, quando reivindicado em todo o seu esplendor, por outro, considero-o sem dúvida como um pilar importante, regente da nossa sociedade. Ao ler os diversos depoimentos constituintes da revista, descubro, com algum agrado, conservadores de carácter, sem os exageros da ideologia. Agrada-me esta postura. Da valorização de determinados conceitos regentes. Da Educação, da Família. Muitos, embora não todos, defendem a Monarquia, coisa que, confesso, não me agrada de todo. Mas agrada-me um Cavalheirismo que caiu em desuso e que eu teimo em reiterar. Agrada-me a consistência da família como parte central do indivíduo. Agrada-me a seriedade e as organizações, como orientadoras de massas, que, caso contrário deambulam sem ordem, sem regras e sem rigor. Encaro limites, obviamente. O conservadorismo, de nome e de berço é exagerado. E dificilmente se aplica, muitas das vezes, à sociedade actual, recheada de indivíduos livres e com objectivos próprios. Encaremo-lo como um fio condutor. E deixemos de lado a rígida Doutrina, fanática e castradora. Um meio termo, por assim dizer, se isso se puder aplicar ao tema em questão. Uma liberdade, com alguns princípios. E quanto ás nossas origens, confesso. Julgo-nos muito mais egoístas do que puros. Somos animais. A Sociedade molda-nos, tolda-nos, trabalha-nos, orienta-nos. Perdoem-me a franqueza, mas não acredito no nascimento do Ser Humano, inundado de bondade inata. Perspectivas. Valem o que valem.

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