domingo, 21 de março de 2010

Amar é...

Bastaram-me fazer uns escassos 20 quilómetros pelo interior, que logo me deparo com cenários dignos de serem vistos. E digo isto, não com desprimor de quem os protagoniza, mas pelo carácter de singularidade que julgo terem. Um pastor a pastar cabras, recheou a minha manha de sorrisos, logo após ter passado na clínica, para atender uma miúda que ainda não sabe o que gosta, a pobre. Faz parte da adolescência, e de resto, já me traz saudades, esta coisa magnífica de não se saber o que se quer e andar ao sabor do vento.
O almoço teve o tal do pudim, que me adoçou a boca para o resto da tarde, juntamente com a tranquilidade do meu sofá, e com a colher de mel no chá. Já no entrar da noite, sinto-me com vontade de ir. Para nenhum lado em concreto, mas ir, porque a solidão é boa mas cansa. Fui. Escolhi um do qual andava, digamos que a fugir. Amar é complicado, como se eu não soubesse isso. Já tinha feito uma incursão pela história, por me sentir tentada; pensei para mim, não vais vê-lo, pode cair-te mal. Até comigo teimo, e fui. Ainda bem que fui. Ri, é uma boa comédia dentro de género, e aposto que o realizador é divorciado, ou então, não sei como, percebe muito do assunto.
O senão da noite, foi a dispensa das pipocas, pelos pecados cometidos desde ontem à tarde. Ainda por cima, quando mesmo a meu lado, alguém fazia questão de as mascar com veemente intensidade. Cheguei a pensar que seria um afronta. Mas isso foi logo no início. Depois, revi-me tanto no filme, que me distraí.

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