segunda-feira, 15 de março de 2010

Horas de sofá

Leio um artigo sobre uma das medidas do PEC. Desemprego, subsídios e afins. Um problema atroz, e verdadeiro para muitos. Uma escapadela, para muitos, também. Num dos meus projectos passados, abracei uma parceria com a Junta de Freguesia da minha área de Residência, e o Centro de Emprego da região. O objectivo, era criar uma bolsa de Empresas disponíveis para empregar os DLD ( Desempregados de Longa Duração, mais de um ano, leia-se), com direito a alguns apoios na contratação. As Empresas, com alguma dificuldade, é um facto, foram surgindo. Supermercados, maioritariamente, mas também algumas outras, do sector fabril da zona, que pretendiam, pessoal indiferenciado. Os DLD, é que escasseavam. Apareciam, alguns, munidos do postal do IEFP, e de muito pouca vontade em deixar de receber o rendimento social, ou o subsídio de desemprego. Que era parco, mas permitia horas de sofá. E as horas de sofá, por mal pagas que sejam, são horas de sofá. Vinham ainda por vezes, e logo à partida, sem conhecimento prévio do que lhes ia propor, na posse de um qualquer atestado médico, que referia a sua incapacidade para desempenhar determinadas funções. O espírito era do contra, especialmente, nas gentes mais necessitadas, e com menor qualificação. Fiquei esclarecida quanto ao desemprego. Existe, claro. É real e dramático, para uma grande fatia da população. Mas tem vicissitudes estranhas. Muito estranhas ás vezes. Alvissaras a quem der cabo delas.

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