terça-feira, 2 de março de 2010

Amores de perdição

Surge, assim do nada, como se a vida fosse sempre azul. Sorri, claro, logo para mim, que adoro sorrisos. Tenho uma coragem iminente, que se acende em alguns momentos, e que parece inquebrável na ira. Engraçado o poder que pareço ter, para depois perceber, que sou mais débil que uma flor ao vento. Eu, que me julgo poderosa, em momentos. De um poder inquebrável e indissolúvel, vindos de um Eu cansado, marcado e vivido. Para concluir afinal, que a minha fraqueza latente, está acesa como nunca. Mal surge o sorriso. Que eu adoro, claro que sim. Mas que me desarma, com um poder de uma bala certeira. Devia odiá-lo, é um facto. Poucas coisas me abanam assim, à minha revelia. A natureza humana diz-me, que devemos controlar, ou mesmo banir, o que nos tire as forças. Pior, muito pior, é quando é isso mesmo que julgamos querer. Porque no fundo, no fundo, o sentimento é dicotómico. Capaz de nos fazer sorrir, para logo após nos fazer perder. O sentido, o apoio, o caminho. Esta coisa dos amores de perdição é boa para os livros, para o Teatro. Na vida real, a perdição é isso mesmo. Perdição. Vivo dividida em acabar de vez com o meu coração. Arruma-lo num canto recôndito do meu corpo, e deixa-lo ali assim. Ou então alimentá-lo como tenho feito até hoje. De amores, histórias, paixões e sentimentos. Acabo sempre por escolher a segunda. Até ao dia em que sossegue com o encontro, ou desencontre de vez.

2 comentários:

  1. convite para a seguir a história de Alice
    lá no ...continuando assim...


    bj
    Teresa

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  2. Agora vou ser mazinha :) mas é bem capaz que isso passe com a idade...

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