quinta-feira, 18 de março de 2010

Vocações

Em incursão pela igreja católica, assunto de ordem, por motivos em nada abonatórios, entra-se, inevitavelmente em pontos chave. O casamento dos padres, a obrigatoriedade de oração, e outros. Diz-se com voz de exalto, que são coisas ultrapassadas, com necessidade de adaptação e modernização, se é que se pode utilizar o termo, em questões religiosas. Não deixo de concordar, que em tudo na vida existe a evolução dos tempos. A adequação à sociedade do momento, a fusão das regras, dos usos, dos costumes. Julgo porém, e generalizando a outros temas, que o seguimento de regras e princípios do género, não é por imposição, é sempre e só, por opção. A igreja, é por si só tradicionalista, moralista, manipuladora. Mas não me obriga a segui-la, pratica-la, e muito menos prega-la. Quem segue os seus desígnios, segue porque o quer fazer. Nada obriga, nada impõe. Assim como ninguém me obriga a pertencer a qualquer associação, fundação, ou confraria, em campos mais brandos.
Voltando a frisar, que a evolução é necessária, pareceria-me prudente, que quem não se encontra vocacionado, a seguir as normas impostas, por determinada ordem ou classe, o melhor, seria desviar caminho. Salvaguarda-nos, como gente, esta nobre capacidade do Ser Humano, de fazer escolhas, e relegar o que não se encaixa em nós. E escolhermos outra, ou outras coisas, que nos satisfaçam como gente. Nesta linha de pensamento, encaixa-nos muito bem, honrarmos as escolhas que fazemos. Ou partirmos para outra, se assim entendermos. Eu, por exemplo, sou boa pessoa. Até poderia ter sido religiosa, que seria decerto uma boa samaritana. Não fosse, o simples facto de não encaixar, nas leis que por lá se pregam, incluindo, obviamente, o celibato. A mim, parece-me simples. Mas encaro a possibilidade, de ser eu que sou demasiado prática.

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