segunda-feira, 15 de março de 2010

Reportagens.

Apanho, já a meio, um Sinais de Fogo com D. Januário Torgal Ferreira. E já a meio, porque me perdi, com a Judite de Sousa, numa reportagem a um cego, do caso Santa Maria. Casos distintos se tratam, ambos abrigados pela controvérsia. A cegueira de alguém que não era cego perturba-me. Como me perturbam todas as cegueiras, ou ausências de qualquer um dos sentidos. A fragilidade que acarta, a ausência da visão, é um tanto ou quanto dramática. A imagem de alguém, de mão na bengala, sem coordenação e equilíbrio, deixou-me inerte. Não me cabe julgar erros médicos, nem os ponho em causa. Fico no entanto sensibilizada com a situação, eu, que nem sou de emoção fácil. Vejo até ao fim, e sigo. Dou com um Miguel Sousa Tavares muito igual a ele próprio. Admiro-o, embora já me tenha desiludido, quase tudo, pré Equador. Hoje, a meu ver, esteve à altura da situação. O Bispo, ficou aquém, como de resto, já esperava. Um Bispo um tanto ou quanto Psicanalista, com umas análises um tanto ou quanto incoerentes, sobre um tema simplesmente medonho. Numa postura estranha, intercalada entre justificações e acusações, revelando uma clara confusão interna ( Eu sim, posso analisar personalidades). Confirmo para mim mesma, o porquê da decadência da Igreja Católica. Mestre em pecado interno, castradora e irredutível quanto ao externo. Só pode estar em decadência. Não vai mais fundo, porque a Sociedade precisa dela. E vai precisar sempre. Dela, ou de qualquer outra, que lhe aliene o espírito. E nisso, ela desenrasca-se na perfeição.

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