segunda-feira, 8 de março de 2010

O Papalagui

Por meandros da minha biblioteca, descubro um livro fantástico. Faço estas descobertas, quando não tenho nada de novo para ler, e me apetece pegar em algo, que me distraia o espírito. Vou aos montes mais distantes, e desta feita, peguei num que já esquecera. Por muito que ame determinadas coisas, por vezes esqueço-as, se houver afastamento e distância. Também sou assim noutras coisas, o que é fantástico.
Mal lhe pego, a paixão reacende. Porque também tenho essa particularidade. Arrumo no recôndito, mas fica lá. Lembro-me de algumas passagens lidas, que me vieram à memória, quase completas. Passagens essas, que não lia há muito. Formidável esta capacidade do Homem, de relembrar coisas intactas.
Falo do Papalagui. Um livro sobre um chefe de uma tribo Indígena, em viagem por terras Europeias, que discursa sobre nós com uma sapiência humana, se é que posso utilizar este termo, e uma simplicidade invejável. Estou a relê-lo, claro, e aconselho vivamente.

"Que pensaríeis vós, irmãos, de um homem que, possuindo uma cabana suficientemente grande para lá caber toda a aldeia de Samoa, recusasse o seu tecto, por uma noite que fosse, ao viandante que passa?"

E digam-me então, que pensareis???

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