quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Antigamentes...

Soube dela, nem acontecia há muito. Éramos amigas (?) de infância, de escola primária, mas a digna, sempre teve a mania de que era superior a mim, e pelo menos na língua, batia-me de facto aos pontos. Tinha melhores notas, deitava-se mais tarde, ia a mais festas, tinha mais bonecas, enfim, uma panóplia de coisas dignas da maior importância. Na adolescência, época em que mudei de residência, deixei de a ver com a frequência de outrora, e não tinha pena nenhuma disso.
Ainda me lembro de uma vez, ter sido apanhada em pleno namoro, dependurada na DT do meu namorado da altura, por ela, pela mãe, e pela avó, todas elas baptizadas de agência ANOP lá da aldeia, fantástico acontecimento aquele. Ainda julguei que ao longe me confundissem, mas na posterior abordagem a sua excelência, rematou-me inchada, que tirasse o cavalinho da chuva, que ninguém me confundiu não senhor, e que a sua mãe a avó, obtiveram a real percepção da minha figura, de cabelos ao vento a zarpar pela estrada de terra, que nos tinha levado a terrenos mais discretos.
No dia seguinte, tudo deixou de ser segredo.

Hoje, olhei para ela e sorri. O não pertencer às classes certinhas e críticas, já se prognosticava há muito. Agora, ao longe, percebo isso com clareza. Na altura, nem bem percebia a dimensão do facto.

4 comentários:

  1. Há (re)encontros que, mesmo muitos anos depois, me deixam com a mesma raiva da época e incapaz de sorrir.

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  2. Apelidem-me de mázinha...mas dá-me um gostinho muito especial, encontrar agora determinadas pessoas do meu tempo de escola...é que os olhos que vêm agora são outros e até agora, o saldo para mim, tem sido sempre positivo!!

    aahahhahhaha (riso maquiavélico)!!!

    ;)

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  3. Faço minhas as palavras do Carlos Barbosa, não consigo sorrir, prefiro ignorar.

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