sábado, 18 de setembro de 2010

Pequenos almoços, doces e tempos


Existem de vários tipo, épocas houve, em que nem lhe dei importância. As primeiras horas da manhã, eram para o duche, o espelho, o armário, e o pequeno almoço, era deixado para a última, chegava a nem acontecer, ou então acontecia sob a forma de um pacote de leite achocolatado, bebido aos golos gigantes, enquanto descia a escada a correr, já no limiar do toque de entrada. Hoje, o meu pequeno almoço é quase hora sagrada, e não dispenso uns dez minutos, no mínimo, em que abro os olhos bem abertos, me sento e planeio o dia. Não como sempre o mesmo, que nem me importa bem isso, que como o que me apetece na hora. Importa-me o tempo que lhe dedico. Às vezes, o tempo só por si, que se dedica a isto ou aquilo, também é válido. Perdemos-nos a preenche-lo, com as tais utilidades tamanhas, e quase esquecemos que uns minutos de tempo inútil, salpicados do que nos apetecer, que pode até ser nada, nos pode valer de muito. Perco (?) tempo todos os dias com os azulejos da minha cozinha. Sabê-los-ei quase de cor, ou então não, que os olho sem os ver. Hoje comi doce de tomate com pão. Daquele a sério com pau de canela. O café estava forte, o sol entrou e chegou-me, oxalá me aqueça. Os azulejos, não me lembro agora como são.

3 comentários:

  1. O pequeno almoço para mim é sagrado. Ao fim-de-semana então, tem de ser preparado, saboreado, desfrutado como deve ser, sem pressa de chegar ao fim.
    ;)

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  2. Ena, que recordação, a desse sabor, boa dica CF.
    Bom fds, com sorrisos :)

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  3. Damo-nos o tempo que achamos que merecemos. E merecemos sempre mais. :*

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