quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Memórias



"Venho na carrinha velha porque me lembra a infância e aquelas tardes em que dentro de uma assim, ia para o trabalho com o meu pai, que depois me deixava horas a brincar no campo. Deixou-me boas memórias. Temo que um dia os meus filhos não tenham destas para contar"...


No meio de outras, disse-me esta, e como o entendo. As minhas mais doces memórias, vêm da humilde aldeia, do meu baloiço de árvore, dos gatos zarolhos que deambulavam pelo quintal da minha avó, das tardes em que se brincava, após a saída da escola, até ser noite.
Hoje, o meu, os dele, e muito outros meninos que habitam cidades, vão de casa para a escola, passando pelas actividades extra curriculares, de onde saem ao fim do dia, atafulhados até ao limite, mas a falarem Inglês, a tocarem música, a nadarem e a dançarem de forma criativa.
Lá na aldeia ainda se vive algo semelhante ao que vivi na infância, eu e ele, é que já não estamos lá. Chamo-lhe evolução, mas às vezes, pensando bem, nem sei se não estarei enganada.

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